Resident Evil 6

Olá, querido leitor. Eu sou o Samuel Faria e estarei aqui na Temporada Cult (ou pra sempre, dependendo do chefia) fazendo reviews sobre games. Primeiramente, minhas reviews são tanto para quem já jogou o jogo analisado, ou para quem está pensando em compra-lo ainda. Não gosto muito de dar spoilers sobre a história, portanto vou falar sobre: 'Como está o Gameplay'; 'se o conceito é bom' e se na verdade 'vale a pena'. Pretendo dar a minha opinião técnica/crítica e, enquanto fã, se pessoalmente me envolvi com a história, se realmente GOSTEI de jogar e se me diverti.

Vamos começar do jeito certo. Do jeito que tem que ser! (8’

RESIDENT EVIL 6

Em RESIDENT EVIL 6 nós nos encontramos no cenário de qualquer RESIDENT EVIL que você já possa ter jogado, só que esse sexto jogo pega um pouco de cada jogo e mistura. E faz essa mistura muito bem. Isso já foi algo que muito me agradou . Temos aqui 4 histórias. 4 pontos de vista diferentes da mesma situação, do mesmo incidente. Até então me parecia uma abordagem muito interessante ... Só que não. A ideia de termos 4 pontos de vista diferentes parece ser legal. Você fica tipo “A cada capítulo algo novo vai ser revelado, e no final BUM: Uma revelação MASTER “, mas não. Não é isso que acontece em RE6 e é aqui que eu lanço o primeiro defeito do jogo. O elemento é bom, esses 'multipontos' de vista, mas é mal utilizado, tendo assim tirado metade do potencial que o jogo tinha.

Eu vou mais a fundo nisso. O que eu quero dizer é que não fez sentido algum nós termos 4 histórias diferentes. Existe um momento em qual elas esbarram? Mal ou bem, sim! Mas é desnecessário. São 4 histórias aleatórias que no final nenhuma tem haver com a outra, e TODAS começam DO NADA! Fora que não existe uma ordem pra você jogar. Começamos com 3 opções: Leon, Chris e Jake. E tipo, que se dane em que ordem. Não faz sentido algum em qualquer ordem que jogue.

Isso não é algo que você cobra em tudo quanto é jogo. Mas por tudo que foi prometido, pela estipulação criada ao redor do atentado terrorista, que entra como principal motivo para todos estarem lá naquele momento, a realização do conceito toda foi uma merda! Me processem. :D

Agora, isso não tirou a diversão do meu jogo. Muito pelo contrário. Me diverti e senti cagaço em certas partes do jogo. Vou falar de cada estória INDIVIDUALMENTE.

Quando jogamos como Leon vemos primeiramente um GRANDE avanço na vida do personagem, já que na última vez em que o vimos (RE4), Leon era um Agente encarregado de salvar a filha do presidente, e agora é o 'Segurança Principal'. E permitam-me dizer, o melhor amigo do Presidente dos Estados Unidos. Com Leon, também revivemos os dias de glória da série Resident Evil, que é o Survivor Horror com aqueles elementos de Thriller também. Tomei leves sustos jogando com ele. Em uma palavra, Leon pra mim foi, 'O Patriota' nesse jogo!

A estória do Chris foi pessoalmente a minha favorita. Porque no mundo dos jogos de HOJE eu acredito que um jogo bom te faz sentir a dor do protagonista. E a do Chris fez isso comigo.

Começamos com ele com uma amnésia pós traumática e a história dele toda vai se desenrolando a partir disso. Primeiro, a PAIXÃO dele por seus soldados é passada para o jogador. Mostrando um Gameplay bem RE5, nos encontramos em mais cenários de guerra enfrentando J’avos, diferente do Leon onde é no estilo Keep Calm And Aim For The Head.

*Acho válido falar do Piers Nivans, que é o suporte do Chris e que, na minha opinião, rouba parte da cena nessa campanha e se mostra um personagem sensacional com o passar do tempo. Assim como o Chris no final da campanha, eu achava o Piers o recruta mais foda de todos! Em um termo, tanto Chris como Piers foram War Heroes! #MelhorCampanha.

Jake Muller: O 'Fuck Yeah' do jogo!

Nessa campanha vemos um personagem COMPLETAMENTE diferente dos outros e muito mais divertido. Não digo divertido por ele ser mais engraçado,.mas sim pelo seu senso de humor mortal. Ele está disposto a negociar certas coisas em momentos que colocam a vida de todos em perigo. Ele cobra um cachê para salvar o mundo. Sua jogabilidade também é algo completamente diferente, já que por ele ser filho do Wesker (vilão RE5), ele tem meio que “Super Poderes”. Só que diferente de seu pai, ele joga no lado dos mocinhos. E ele faz aquele estilo Dante (do Devil May Cry), tira onda de fodão, por que ele é fodão! A dele me agradou tanto quanto a do Chris, só que sem o emocional. O que achei bacana é que vemos o Jake crescer com o passar da campanha. No inicio é só por dinheiro, mas com o tempo ele passa a se preocupar com o que realmente está acontecendo, e também com a Sherry (If You Know What I Mean). ;P

A Campanha da Ada Wong é a ultima a ser liberada e é simplesmente desnecessária. Uma SG de 5 minutos explicava tudo o que uma Campanha precisa explicar. O mundo seria um lugar mais lindo se a Capcom não tivesse feito isso. Primeiro que a campanha só existe para explicar algo que fica óbvio quando você termina a segunda campanha de qualquer um dos personagens que você tenha jogado. Segundo que, quando você de fato joga com ela , vê que ESSA Ada Wong (quem jogou vai entender) não cumpriu um papel importantíssimo no contexto todo. Ela teve lá sua participação, mas tudo teria se resolvido do mesmo jeito se ela não intervisse. Ela aparece para apresentar aos novos fãs da série esse “Amor Bandido” que existe entre ela e o Leon Kennedy, e pra te mostrar o que realmente aconteceu no incidente como um todo. É uma personagem com MUITA informação de uma vez só e isso te deixa meio confuso. E a passagem de tempo feita na Campanha dela é muito rápida. É tipo, de janeiro a outubro em 10 segundos. A Capcom devia ter parado no Jake. Mas enfim, temos Ada Wong. É legalzinho ver ela de calça justa mas não acho que faz A GRANDE diferença no jogo.

Quis deixar essa imagem por ultimo por que pra mim , esse é o momento mais épico do jogo. Esse Face-Off entre o Chris e Leon.

Existe mais uma coisa que eu queria resaltar. Duas, pra falar a verdade, que é típico da Capcom, mas enfim, eu espero ver isso mudado algum dia.

Primeira: "-POR QUE TANTOS HELICÓPTEROS PRECISAM SER DERRUBADOS PRA VOCÊS FAZEREM UM JOGO, CAPETA?!" Segunda: Acho desnecessário esses 'Bosses' imortais que só morrem a tiro de Arma Espacial que te perseguem a Campanha toda, e quando você tem a esperança de ter matado, BAM, eles aparecem e acabam com a tua vida. Invistam em colocar mais Bosses ou sei lá, quando a gente matar, que eles morram de verdade! HAHAHAHA É só uma brincadeira. Isso já é típico dos RE. Mas toda brincadeira tem fundo de verdade. Me processem ²

É .. O que tenho pra dizer enquanto pessoa, eu, Samuel Faria pretinho, é que o jogo é bacana. Da pra se divertir. Claro que quando eu peguei a testosterona tava no talo né “PQP RESIDENT EVIL CARA”, mas depois que passa a gente vê que não é aquilo tudo. Gostei bem. Os gráficos são um dos pontos altos do jogo. Estão sensacionais. O audio, muito bom, muito bom MESMO. Iluminação, muito boa. Enfim, o básico tá muito bacana. E FINALMENTEEEEEEEEEE você pode andar e mirar ao mesmo tempo. Fora que a inteligência artificial está reforçada, e o suporte, realmente te da suporte. É aquilo, o que não me agradou enquanto crítico foi essas estórias divididas que não fazem sentido. Mas enquanto fã, fiquei mais do que satisfeito. Ainda mais que ao final de tudo, já temos um indício do o que vai acontecer no RE7 e quem será o protagonista !!!!! :D

Sempre um prazer galera, e é isso ai. Fuuuuui!
Até uma próxima Review Selvagem!

Matéria escrita pelo colaborador Samuel Faria.

07/11/2012

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