Seria Frank Underwood o novo Heisenberg?

- Série da Netflix retorna com segunda temporada banhada em sangue

Em 2013, nos despedimos de uma das séries mais polêmicas dos últimos anos. Um protagonista que dividiu seus fãs em dois grupos: Aqueles que torciam por ele, e aqueles que não. E até o último momento, do último episódio, nos perguntávamos se aquele personagem, Walter White – a.k.a. Heisenberg, merecia a redenção. Breaking Bad acabou de forma perfeita e nós tivemos que seguir em frente, em busca de outro programa que nos preenchesse tanto quanto ela o fez.

Mas neste mesmo ano já havia nascido um novo programa que prometia seguir o legado dos programas de TV levados a sério. House of Cards conta a estória de um homem que fará o que for necessário, e pisará em quem estiver na sua frente, para conseguir o que quer. Soa familiar?

É claro que o professor de química Walter White caminhou uma longa jornada até se tornar por completo seu alter ego Heisenberg. E devo admitir que durante toda a série eu nunca crucifiquei o sujeito. Ele nunca foi preto ou branco pra mim, mas sempre tons de cinza. As vezes mais claros, as vezes mais escuros.

Já o pragmático Frank Underwood – Interpretado com genialidade pelo excelente Kevin Spacey - vêm mostrando sua verdadeira face ao público desde cedo. Apenas com a primeira temporada de House of Cards creio que todos nós já podemos decidir se acompanharemos esta estória ao lado do protagonista, ou torcendo por sua queda. E se você ainda está indeciso, está na hora de assistir a segunda temporada.

House of Cards
Poster genial da 2ª temporada faz referência à metáfora usada por Frank Underwood em seu monólogo na última cena da S02E01.

- Se você não assistiu ao episódio S02E01, insisto que pule este parágrafo. Spoilers!

House of Cards voltou na última sexta-feira, 14 de novembro, com a segunda temporada completa. E logo no primeiro episódio nós já temos uma boa noção de como as coisas vão ser. Frank já havia cometido seu primeiro assassinato na temporada anterior, destruindo Peter Russo por completo (até dá pra lembrar do nosso querido Jesse Pinkman). E, para a surpresa de todos, o deputado suja suas mãos de sangue já no primeiro episódio da segunda temporada, eliminando Zoe Barnes, personagem que eu acreditava ser a chave para o desenrolar da estória. Pelo visto eu estava enganado.

Tudo isso me lembrou também Death Note, que com uma grande reviravolta, mudou todo o curso da série com mais de dez episódios restantes para o término. Isto faz com que o público se desprenda daquela visão Hollywoodiana que “No fim, tudo vai dar certo.” Não. Qualquer coisa pode acontecer. E é isso que faz séries como House of Cards, Breaking Bad e Homeland valerem tanto a pena.

Pode acreditar que muita coisa ainda vai acontecer nesta série. E assim como eu venho me comunicando diretamente com VOCÊ nesta matéria, Frank Underwood também o fará durante toda a série. Fazendo-nos sentir culpados por estarmos envolvidos, testemunhando tudo o que acontece e nos fazendo cúmplices por não podermos fazer nada a respeito. Parece que Underwood nos têm em suas mãos também!

18/02/2014

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Brian A. Moreira

Brian A. Moreira

Hipotético designer e ilustrador. Diretor do Selvageria. Overthinker, coffee addict and cinema lover. Tudo isso ao som de Beatles!

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