Oz: Mágico e Poderoso (2013)

Título original: "Oz: The Great & Powerful"

Poster Sinopse:

Um mágico de uma cidadezinha pequena chega a uma terra encantada e precisa decidir se ele será um bom homem ou um grande homem.

Diretor: Sam Raimi
Elenco: James Franco, Rachel Weisz, Michelle Williams e Mila Kunis.
Duração: 130 minutos
Gênero: Aventura/Fantasia

Desde seu primeiro trailer, “Oz: The Great & Powerful” já havia me conquistado. Desde então eu vinha aguardando ansiosamente sua estreia e, quando o filme finalmente entrou nos cinemas, eu não pude ir assisti-lo logo de cara. Semanas se passaram e quando soube do último dia de exibição de Oz no cinema de minha cidade, não pude deixar de ir. E-valeu-a-pena!

Avisarei quando os spoilers começarem. Leia a vontade.

Dirigido por Sam Raimi, diretor cujo eu sempre serei grato pela trilogia: “Homem-Aranha”, e produzido por Tim Burton, Oz se mostra uma experiência gostosa e interessante para aqueles que assistiram ao clássico antigo (Como eu). Preenchido com uma série de referências ao seu antecessor, o filme tem o carinho e o cuidado de respeitar todas as ‘regras’ daquele universo fantasioso, impedindo que os acontecimentos deste novo longa deixe de agir de acordo com o anterior, já que muitos dos personagens aparecem em ambos os filmes.

Para quem ainda não sabe do que se trata este novo filme, deixe-me explicar. A história de “Oz: Mágico e Poderoso” (Como é seu título nacional) acontece antes dos acontecimentos do clássico. Enquanto no filme antigo nós somos apresentados à Dorothy e seus novos amigos em busca do famoso, grande e poderoso Mágico de Oz, aqui nos é contado como o grande Mágico chegou à Oz e como ele ganhou todo seu reconhecimento naquele lugar.

Oz

Interpretado de forma super divertida pelo, já há muito tempo admirado por mim, James Franco, o longa ainda conta com um elenco forte e eficaz, com nomes conhecidos como Rachel Weisz, Michelle Williams e, claro, a belíssima Mila Kunis. Formando aqui as famosas três irmãs bruxas que conhecemos no clássico.

Com uma escolha de cores fortes, construindo assim uma fotografia sempre colorida, e posicionamentos de câmera muito das vezes fazendo nos sentir como se estivéssemos em uma montanha-russa, a direção de Oz tem todo o cuidado para tornar a experiência 3D do filme interessante. E devo dizer que seu cuidado não foi em vão. Porque Oz ganha mais pontos por trazer um 3D eficaz e agradável aos olhos. Se tiver a oportunidade, não deixe de assistir em 3D.

Muito das vezes os detalhes dos filmes passam despercebido pelas pessoas. E isso é uma pena, pois os detalhes sempre tornam nossa experiência mais interessante. Oz é um filme baseado em um clássico antigo. E uma coisa muito bacana que este novo filme fez foi acrescentar à mitologia do universo ‘Oz’ sem em momento algum se contradizer com o que nos foi contado no filme anterior. Então daqui em diante nesta matéria, eu pretendo mostrar os detalhes, as semelhanças e as referências que Oz: Mágico e Poderoso tem com O mágico de Oz.

"Início preto-e-branco / Início sépia" e o furacão

Umas das primeiras referências que vemos no filme de Sam Raimi (que pode ser visto no trailer, inclusive) é que a paleta de cores de Oz começa em preto-e-branco. Referência clara ao clássico, cuja história começa em sépia. Esta falta de cores no início do filme antigo represente talvez a vida 'sem cor' de Dorothy no mundo real. E assim que esta chega à Oz, o filme se torna colorido. O mesmo acontece neste novo filme. Enquanto Oz está no mundo real, a história se passa em preto-e-branco. E da mesma forma, o filme ganha cores quando mudamos de cenário. Além disso, enquanto preto-e-branco, a resolução de tela do novo filme é em forma de quadrado. Referência ao filme antigo que, por sua época, os filmes eram filmados naquela largura de quadros. No momento que o filme ganha cores, as tarjas laterais pretas do quadro se afastam até sumirem, tornando o quadro widescreen, resolução dos filmes de hoje em dia.

Oz

Além disso, Oz é transportado para Oz (Sim, pessoa e lugar com mesmo nome) da mesma forma que Dorothy foi (Será, no caso). Através de uma tempestade e, mais especificamente, um furacão.

Spoilers abaixo (Nada demais)

Mundo real / Oz - Mesmos atores com personagens diferentes

Michelle Williams interpreta personagens diferentes neste filme. Uma personagem no mundo real, a inocente Annie, e uma personagem no mundo de Oz, a famosa princesa Glinda. Referência ao clássico, cujo os personagens que Dorothy conhece em Oz são interpretados pelos mesmos atores que faziam sua família e amigos no mundo real.

Oz

O mesmo acontece com a atriz "Joey King". Ela interpreta dois personagens diferentes no filme, seguindo a ideia do mundo real com o mundo de Oz. Falarei mais sobre ela logo abaixo.

China Girl / Garota na cadeira de rodas

Neste caso não temos apenas a referência ao clássico com a atuação da atriz Joey King em dois personagens diferentes, um no mundo real e outro em Oz, claro, como também temos um detalhe muito interessante e principalmente bonito, que pode passar despercebido pelas pessoas.

Não é à toa que a atriz interprete estes dois personagens. No mundo real, Joey King é uma garotinha de cadeira de rodas que, ao assistir um show do grande mágico Oz, pede para que ele a cure para que volte a andar, pois ela acredita nele e em seus poderes. Obviamente, Oz não pôde curá-la.

Avançando agora à Oz, quando o mágico decide partir para sua jornada. No meio do caminho ele encontra uma simpática bonequinha que está triste pois suas pernas estão quebradas. Por ela ser uma boneca, Oz consegue concerta-la com sua cola que estava na maleta.

Oz é incapaz de ajudar a pobre garota no mundo real com sua mágica, porém, no mundo mágico, apenas com sua bondade ele consegue ajudar uma criança nas mesmas circunstâncias. Percebem o quanto isso significa? Bonito, não é?

Realizando desejos

No clássico, o grande mágico de Oz consegue realizar os desejos de cada um dos personagens não com magia, mas mostrando que o que eles mais querem no mundo estava com eles todo o tempo. No novo filme não é diferente. Uma das últimas cenas do longa se preocupa em colocar Oz no mesmo papel, mostrando a cada um dos personagens que eles podem ter o que querem sem precisar de magia para tal.

O final

O último ato de 'Oz: The Great and Powerful' tem como objetivo criar uma conexão perfeita com o filme antigo. Sem nenhuma ponta solta, o final deste filme não só mostra a engenhosidade de Oz para sua invenções, como dá motivos para tal. Além disso, as vilãs do filme se encontram em uma posição de total 'encaixe' para a sua 'continuação antecessora'. Extremamente cuidadoso e respeitoso. Digno de aplausos.

Confira o trailer

Espero que tenham gostado desta review. Eu com certeza amei escrever sobre este mágico filme. Até uma próxima matéria Selvagem.

25/03/2013

NOTA DO SELVAGERIA:

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Brian A. Moreira

Brian A. Moreira

Hipotético designer e ilustrador. Diretor do Selvageria. Overthinker, coffee addict and cinema lover. Tudo isso ao som de Beatles!

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